domingo, 28 de outubro de 2018

Seminários

Os seminários serão os seguintes:

29/10 – C. Lefort: "Sobre a Lógica da Força". In: QUIRINO, Célia Galvão e Maria Tereza Sadek, O Pensamento Político Clássico. São Paulo: Martins Fontes, 2003, pp. 35-58.
        Alisson Souza de Lima


05/11 – Merleau-Ponty: Notas sobre Maquiavel. In: Signos. São Paulo, Martins Fontes, 1991, pp. 237-252.
Disponível em: Nota sobre Maquiavel
        Pedro Henrique P. Lagosta

09/11 – STRAUSS, L. Reflexões sobre Maquiavel. São Paulo: É Realizações, 2015; Cap. 2, pp. 27-69.
        

12/11 – STRAUSS, L. Reflexões sobre Maquiavel. São Paulo: É Realizações, 2015, Cap. 3, pp. 73-108.
        


23/11 – Gramsci: Maquiavel. Notas sobre o Estado e a Política (Trechos extraídos de GRAMSCI, Antonio. Maquiavel. Notas sobre o Estado e a Política. Vol. 3 de Cadernos do Cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000).
Disponívem em: Gramsci Notas sobre Maquiavel selecionadas
        Karina Tiemi Yoshida

26/11 – C. Lefort: "A primeira figura da filosofia da práxis". In: QUIRINO, Célia Galvão e Maria Tereza Sadek, O Pensamento Político Clássico. São Paulo: Martins Fontes, 2003, pp. 9-33).
        Disponível em: Lefort A primeira figura da filosofia da práxis
        Bruno Moreira da Silva

30/11 – ALTHUSSER, Louis. Política e História: De Maquiavel a Hobbes. São Paulo: Martins Fontes, 2007, pp. 201-273.
       Há um outro texto de Althusser sobre Maquiavel, disponível em tradução espanhola:
       Maquiavelo y nosotros
        Virgínia Guitzel

03/12 – BIGNOTTO, Newton, Maquiavel Republicano. São Paulo: Edições Loyola. 1991, Capítulo 3, pp. 119-169.
        Letícia Muniz Barbosa

07/12 – ARENDT, H. “Notas sobre a Política e o Estado em Maquiavel”. Lua nova, nº 55-6, pp. 298-302.
Disponível em: Hannah Arendt e Maurice Merleau-Ponty – sobre a concepção de política e do Estado em Maquiavel
        Pedro Possebon L. de Faria

10/12 – M. Foucault: “A governamentalidade”. In: Microfísica do poder, Rio de Janeiro, Graal, 1979, pp. 277-293.
        Pedro V. G. Manfredo

14/12 – M. Weber: "Política como vocação". In: WEBER, Max. Ciência e Política:  duas vocações.  Editora Cultrix, São Paulo.
        Vinícius Lima de Almeida

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Análise, comentário e interpretação de textos

Análise, comentário e interpretação de textos

  • Análise de texto: explicação expressa e explícita de um trecho preciso e delimitado de texto posto em questão – tem como objetivo o esclarecimento do texto
            A análise de texto procura provar para o leitor que o trecho preciso de texto diz alguma coisa, mostrando as razões para isso no próprio texto em questão.
    1. é indispensável apresentar razões para ler o texto da forma proposta;
    2. estas razões têm que ser tiradas do texto em questão;
    3. de pouco ou nada adianta tomar as razões da análise de outro lugar.

  • Explicação de texto: consiste em enunciar o que há num texto dado, nem mais nem menos. Explicar é desdobrar, mostrar o que está exposto, pressuposto, implicado, subentendido ou calado por um autor preciso, num lugar bem circunscrito. A explicação não se contenta em bordar sobre o que aparece, ela evidencia o que está envolvido, realça as expressões mais carregadas de sentido, faz sobressair o que está presente em baixo-relevo, classifica os elementos segundo sua importância para o movimento do pensamento e não segundo o lugar que ocupam fisicamente, detalha as articulações geralmente implícitas ou rapidamente assinaladas por termos de ligação, a fim de produzir uma argumentação racional.
            - A explicação do texto não é um pretexto para dissertar, não é um comentário e muito menos uma paráfrase ou uma reprodução pontilhista ao pé da letra.  A análise desdobra o sentido, enquanto a paráfrase e o pontilhismo o destrói.

  • Comentário de texto: não tem como objetivo apenas expor o que um autor disse num texto preciso, mas estabelecer um diálogo com ele, a fim de dar ao texto considerado sua função no interior da obra da qual é extraído e de apreciar seu papel no pensamento do autor.
      - a explicação está a serviço de um texto, o comentário interroga seu autor (sua obra, seu pensamento)
      - a explicação parte do texto e se restringe ao texto, o comentário parte do texto e não se restringe a ele;
      - a explicação pode ignorar elementos externos ao texto (a história, o conhecimento da doutrina do autor, etc), já o comentário se alimenta desses elementos.
      O comentário é também uma tentativa de solução de um ou mais problemas de análise, relacionados entre si ou não, suprindo com novos dados e novas análises uma ou mais análises prévias que terminaram em problemas. O comentário tenta recuperar a integridade da fisionomia expressiva ou argumentativa de um texto trazendo outros textos, outros fatos, contextos e razões que superam aquilo que já estava presente no texto comentado. Contudo, os comentários nem sempre alinham os diversos comentadores nos mesmos partidos, permitindo soluções diferentes para os problemas postos pela análise. Isso abre espaço para as leituras mais amplas que interpretam os autores, fundadas em análises e comentários diversos, que vão ser julgados em sua coerência. Por fim, a crítica coloca em questão as razões oferecidas pelo autor na defesa de uma tese.